Cidades – Mosteiro São Bento

Mosteiro de São Bento
Mosteiro de São Bento

A Ordem Beneditina chegou em São Paulo em 1598 e receberam como doação por parte do Capitão-Mor Jorge Correia duas Sesmarias, onde criaram a Abadia e a Capela que foi dedicada a São Bento, implantadas nas terras mais altas, entre as águas do Anhangabaú e do Tamanduateí, abrangendo de um lado até o Vale do Anhangabaú e do outro, até a atual 25 de Março.  Foram ao todo 4 obras arquitetônicas, que sucederam ao longo do tempo até chegar a este complexo arquitetônico, tal como conhecemos nos dias de hoje.

Foi em entre 1910 e 1912 quando São Paulo passava por grande processo de urbanização, que o mosteiro foi crescendo e em 1910 deu início à construção do novo complexo. A construção compõe-se do estilo da escola artística de Beuron, projeto de Richard Berndl – Professor da Universidade de Munique. É também desta época a decoração interna em estilo Beuronense,  trabalho do beneditino belga Dom Adelberto Gressnigt. A Basílica só foi consagrada em 1922. Nesta época foram instalados os sinos e o relógio, tido como o mais preciso de São Paulo.

Atualmente o mosteiro abriga a Basílica de Nossa Senhora da Assunção, o Mosteiro de São Bento, com cerca de 40 monges enclausurados e o Colégio São Bento, onde funciona a escola de ensino infantil até o ensino médio e a faculdade de filosofia.

 

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Aquarela da Estação da Luz

 

Caríssimos amantes da cidade e da arte,

 

É com imensa satisfação que retomamos às publicações de nosso blog, em 2016, com este presente que recebemos do artista Renato Palmuti. Esta aquarela que o Renato pintou, inspirado em um de nossos croquis da Estação da Luz, croqui este produzido pelo nosso diretor de criação Álvaro Luque.

Agradecemos sinceramente a gentileza, Renato!

Relembrando nosso antigo post e a relevância deste edifício na cidade de São Paulo, “A Estação da Luz possui uma grande importância na história da cidade de São Paulo, partiu de uma iniciativa do Barão de Mauá e foi construída entre os anos de 1895 e 1901, para suceder a primeira estação, que data de 1867. Idealizada na estética vitoriana, a estrutura desta Estação foi toda importada da Inglaterra. O projeto foi supervisionado pelo engenheiro James Ford, sua ideia era que a Estação sediasse a nova Companhia São Paulo Railway. Seu projeto foi inspirado em uma estação australiana, a Flinders Street Station, localizada em Melbourne.”

Para todos aqueles que se encantaram com o trabalho do Renato, como nós, deixamos aqui o site dele onde poderão ver muitas outras coisas lindas!

http://www.renatopalmuti.com

 

Cidades – detalhe da torre da Igreja de Santo Antônio

igreja de santo antonio praça do patriarca
Igreja de Santo Antonio no Largo do Patriota

A Igreja de Santo Antonio que se encontra na Praça do Patriarca, hoje divide o cenário urbano do centro da cidade de São Paulo com diversos ouros edifícios de diferentes épocas: o Edifício Sampaio Moreira de 1924, o Edifício Matarazzo de 1930, o Othon Palace Hotel de 1954, o Edifício Barão de Iguape de 1959 e o pórtico de cobertura da praça de 2002, projeto de Paulo Mendes da Rocha.

O primeiro registro que se tem desta igreja barroca construída em taipa de mão é de 1592, considerada uma das mais antigas da cidade de São Paulo. Originalmente chamada de Confraria de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Brancos, passou por uma grande reforma em 1717, e posteriormente em 1891 devido ao primeiro incêndio. Em 1899, a Prefeitura intimou a Irmandade a providenciar a demolição e a reconstrução da torre e da fachada, em virtude do alinhamento da Rua Direita. As obras só foram concluídas em 1919 e incluíram uma reforma geral do templo. Em 1991 uma outra reforma, devido a um segundo incêndio.

Foram muitas as reformas que alteraram a originalidade do templo, que ganhou reconhecimento histórico pelo Condephhat em 1970. Desde 2005 as obras de restauro na igreja tem revelado pinturas e talhas originais encobertas, que tem sido recuperadas, revelando a originalidade desta obra que é uma referência na história da cidade de São Paulo.

CIDADES – IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS – São Paulo.SP

Igreja Largo Paissandú
Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos

 

A igreja foi construída ainda no período colonial, época em que o preconceito não permitia a mistura de negros com homens brancos mesmo em locais sagrados, nas igrejas dos “senhores brancos”.  Fundada em janeiro de 1711, a Igreja da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos foi erguida pela união de negros escravizados e alforriados, e de abolicionistas. SUa localização inicial era no Largo do Rosário (atual Praça Antonio Prado) mas, com a urbanização, foi demolida e transferida para uma área mais afastada, onde fica hoje o Largo do Paissandu. Atulmente a igreja é uma marco histórico para a cidade e de grande representação  da cultura negra.

NATUREZA URBANA – Caesalpinia pulcherrima

Caesalpinia pulcherrima
Foto: Alvaro Luque
Caesalpinia pulcherrima
Caesalpinia pulcherrima

Nome científico: Caesalpinia pulcherrima

Nome Popular: Flamboyant de jardim

Clima: tropical , subtropical e equatorial

Origem: América Central, Antilhas

Altura: 1.2 a 1.8 m, 1.8 a 2.4 m, 2.4 a 3.0 m 3.0 a 3.6 m.

A Caesalpinia pulcherrima é um arbusto ou arvore de pequeno porte, perene, apresenta caule lenhoso, ereto, ramificado e com espinhos. Suas folhas são grandes e bipinadas, de coloração verde, com numerosos folíolos ovalados.

Compostas por flores vermelhas, vermelho-alaranjadas, vermelho-rosadas ou amarelas, de acordo com a variedade. A floração ocorre na primavera e verão. Os frutos são do tipo legume e surgem no outono.

Este arbusto de rápido crescimento é apropriado para o plantio em maciços ou grupos lineares, formando excelentes cercas vivas informais. Também pode ser plantado em vasos grandes, ou conduzido como arvoreta em calçadas, podendo alcançar 3 a 4 metros. Deve ser cultivado sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e muito bem drenado.

CIDADES – EDIFÍCIO MATARAZZO – Sede Administrativa da Prefeitura de São Paulo

Prefeitura de sp
Edifício Matarazzo

O edifício foi projetado pelo arquiteto italiano Marcello Piacentini, na década de 30, a pedido do empresário Francisco Matarazzo para servir como sede de suas indústrias, que funcionaram nesse local até a década de 70. É também conhecido como Palácio do Anhangabaú e está localizado no Vale do Anhangabaú junto ao Viaduto do Chá. Seu estilo neoclássico representa os padrões arquitetônicos utilizados na década de 30 na Itália, com a presença de elementos da arquitetura romana.

O edifício possui 46 m de altura, 14 pavimentos e 27.800 m² de área construída. Possui um jardim no terraço com inúmeras espécies da flora brasileira, como caquizeiros, goiabeiras, coqueiros, pés-de-café, cana-de-açúcar, pau-brasil e ervas medicinais. Foi também sede do banco Banespa até 2003 e a partir de então passou a sediar a prefeitura de São Paulo.

CIDADES – Viaduto Santa Ifigênia – São Paulo . SP

” Venha ver Eugênia, como ficou bonito, o Viaduto Santa Ifigênia.”

Adoniran Barbosa

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Vista do Viaduto Santa Ifigênia – São Paulo . SP
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Viaduto Santa Ifigênia (detalhe) – São Paulo . SP

Foi construído entre 1910 e 1913 para transpor o Vale do Anhangabaú, ligando o Largo de São Bento ao Largo de Santa Ifigênia. O principal motivo para a construção do viaduto era melhorar o trânsito de carros, carruagens e bondes que enfrentavam a ladeira da Av. São João. Na década de setenta foi reformado e inaugurado como calçadão.

Sua estrutura em ferro fundido foi fabricada na Bélgica e chegou ao Brasil pelo Porto de Santos, ainda desmontada. Foi transportada pela estrada férrea até São Paulo, transpondo as dificuldades de subir a Serra do Mar.

Inicialmente seu estilo Art Nouveau se sobrepunha, de um lado com a paisagem urbana da época, no centro velho, e de outro com as modestas residências coloniais, que futuramente deram espaço para a conformação do novo centro. O viaduto é um símbolo da Belle Epoque em São Paulo.

CIDADES – Igreja de Nossa Senhora das Dores – Paraty . RJ

Caros,

Estamos publicando mais dois croquis de Paraty,

1) a imagem mostra a lateral da Igreja de Nossa Senhora das Dores, a Capelinha, com vista para o mar.

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Vista lateral da Igreja Nossa Senhora das Dores (Capelinha) Rua Fresca, Paraty – RJ

A igreja foi construída no início do século XIX para acolher a aristocracia paratiense, com a decadência do município, a igreja ficou abandonada até o início do século XX, quando a Irmandade de Nossa Senhora das Dores, composta exclusivamente por mulheres, a reformou. A igreja possui apenas uma torre, com um galo no topo que indica a direção dos ventos e um cemitério, no pátio interno, em forma de columbário.

Está localizada na rua Fresca, de frente para o Terra Nova.

2) Vista da Rua Dr. Pereira, seguindo em direção ao cais.

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Vista da Rua Dr. Pereira, sentido Cais. Foto: Gabriela Klink.

Agradecemos àqueles que nos ajudaram a produzir este trabalho, nos fornecendo suas imagens.

Paraty é um município localizado no extremo sul do estado do Rio de Janeiro, faz divisa com o estado de São Paulo, fica à beira mar, na baía da Ilha Grande e nas encostas da Serra do Mar.

Seu processo civilizatório surgiu no início do século XVI, quando portugueses vindos da capitania de São Vicente se instalaram na região, o local se tornou rota obrigatória para aqueles que seguiam para as Minas Gerais, a procura de ouro.

Nos primeiros séculos de sua história, Paraty teve uma grande importância no cenário histórico econômico brasileiro, funcionava como entreposto comercial regional, no escoamento do ouro que vinha de Minas, na entrada de mercadorias e escravos. Durante o ciclo do ouro o povoado se consolidou na região, às margens norte do Rio Perequê-Açu, e a conformação da arquitetura colonial passou a integrar a paisagem local, até os dias de hoje.

A arquitetura predominante na cidade é característica da segunda metade do século XVIII, colonial,  apresentando fortes indícios da presença maçônica na construção dos edifícios, com sua simbologia própria, nas cores azuis brancas e vermelhas das fachadas das residências e armazéns. A maior parte dos edifícios que datam desta época foram construídos em espessas paredes de taipa de pilão e robustos pilares de pedras. O traçado viário urbano revela um xadrez onde, sete ruas correm do nascente para o poente e seis ruas correm do norte para o sul. O calçamento das ruas é toda feita por  pedras “pés-de-moleque, por onde, eventualmente, as águas das altas marés invadem naturalmente a cidade.

Na segunda metade do século XVIII, uma nova estrada que ligava o Rio de Janeiro às Minas Gerais foi aberta, este novo caminho excluía Paraty de seu percurso, fazendo com que a cidade passasse por um grande declínio econômico. No século XIV, durante o ciclo do café, Paraty novamente passa a ser um importante porto, que escoava todo o café do Vale do Paraíba. Ao fim do ciclo do café, a cidade perde importância econômica novamente e surge seu segundo declínio. Acredita-se que essas fases de declínio econômico da cidade tenham garantido sua preservação ao longo dos anos, transformando-a num importante registro da História do nosso país.

Paraty foi anexada à Capitania do Rio de Janeiro, em 1827, e elevada à categoria de vila em 1836. Em 1853, o distrito de São João Batista de Mamanguá passou a denominar-se Paraty Mirim e foi elevado à cidade com a denominação de Paraty, em 1844.

Aproveitem!

CIDADES – Paraty – RJ

Caros apreciadores das cidades,

Aproveitando o calor cultural da Flip, que aconteceu na cidade de Paraty nos últimos dias, e ainda, considerando o valor que o município constitui na representação da nossa própria história,  produzimos algumas imagens em estima à preservação da nossa cultura, da nossa história e do nosso povo.

Nossos sinceros agradecimentos  àqueles que nos concederam imagens que possibilitaram a produção destes croquis.

paraty - Rua da Matriz
Rua da Matriz / Rua Marechal Santos Dias – Paraty . RJ  – Foto: Gabriela Klink
paraty S Rita tratado
Igreja de Santa Rita – Paraty . RJ

Paraty é um município localizado no extremo sul do estado do Rio de Janeiro, faz divisa com o estado de São Paulo, fica à beira mar, na baía da Ilha Grande e nas encostas da Serra do Mar.

Seu processo civilizatório surgiu no início do século XVI, quando portugueses vindos da capitania de São Vicente se instalaram na região, o local se tornou rota obrigatória para aqueles que seguiam para as Minas Gerais, a procura de ouro.

Nos primeiros séculos de sua história, Paraty teve uma grande importância no cenário histórico econômico brasileiro, funcionava como entreposto comercial regional, no escoamento do ouro que vinha de Minas, na entrada de mercadorias e escravos. Durante o ciclo do ouro o povoado se consolidou na região, às margens norte do Rio Perequê-Açu, e a conformação da arquitetura colonial passou a integrar a paisagem local, até os dias de hoje.

A arquitetura predominante na cidade é característica da segunda metade do século XVIII, colonial,  apresentando fortes indícios da presença maçônica na construção dos edifícios, com sua simbologia própria, nas cores azuis brancas e vermelhas das fachadas das residências e armazéns. A maior parte dos edifícios que datam desta época foram construídos em espessas paredes de taipa de pilão e robustos pilares de pedras. O traçado viário urbano revela um xadrez onde, sete ruas correm do nascente para o poente e seis ruas correm do norte para o sul. O calçamento das ruas é toda feita por  pedras “pés-de-moleque, por onde, eventualmente, as águas das altas marés invadem naturalmente a cidade.

Na segunda metade do século XVIII, uma nova estrada que ligava o Rio de Janeiro às Minas Gerais foi aberta, este novo caminho excluía Paraty de seu percurso, fazendo com que a cidade passasse por um grande declínio econômico. No século XIV, durante o ciclo do café, Paraty novamente passa a ser um importante porto, que escoava todo o café do Vale do Paraíba. Ao fim do ciclo do café, a cidade perde importância econômica novamente e surge seu segundo declínio. Acredita-se que essas fases de declínio econômico da cidade tenham garantido sua preservação ao longo dos anos, transformando-a num importante registro da História do nosso país.

Paraty foi anexada à Capitania do Rio de Janeiro, em 1827, e elevada à categoria de vila em 1836. Em 1853, o distrito de São João Batista de Mamanguá passou a denominar-se Paraty Mirim e foi elevado à cidade com a denominação de Paraty, em 1844.

Ainda nesta semana teremos mais croquis de Paraty!

CIDADES – Museu do Ipiranga

museu do ipiranga
Museu do Ipiranga

O Museu Paulista da Universidade de São Paulo, ou Museu do Ipiranga, foi projetado em 1885 por Tommaso Gaudenzio Bezzi, engenheiro-arquiteto italiano que residia no Rio de Janeiro. A obra arquitetônica homenageia, e foi projetada no local em que se deu à Proclamação da Independência do Brasil, feita por Dom Pedro I, em 1822, às margens do rio Ipiranga. 

Esta obra eclética é um modelo de palácio renascentista europeu, tem bases na arquitetura greco-romana e contempla arcos, entablamentos, janelas com tímpanos e pilares seguindo capitéis de ordens jônica, coríntia e dórica.  O edifício tem 123m de comprimento e 16m de profundidade. O corredor superior é aberto, em forma de loggia (arcos).