CIDADES – Igreja de Nossa Senhora das Dores – Paraty . RJ

Caros,

Estamos publicando mais dois croquis de Paraty,

1) a imagem mostra a lateral da Igreja de Nossa Senhora das Dores, a Capelinha, com vista para o mar.

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Vista lateral da Igreja Nossa Senhora das Dores (Capelinha) Rua Fresca, Paraty – RJ

A igreja foi construída no início do século XIX para acolher a aristocracia paratiense, com a decadência do município, a igreja ficou abandonada até o início do século XX, quando a Irmandade de Nossa Senhora das Dores, composta exclusivamente por mulheres, a reformou. A igreja possui apenas uma torre, com um galo no topo que indica a direção dos ventos e um cemitério, no pátio interno, em forma de columbário.

Está localizada na rua Fresca, de frente para o Terra Nova.

2) Vista da Rua Dr. Pereira, seguindo em direção ao cais.

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Vista da Rua Dr. Pereira, sentido Cais. Foto: Gabriela Klink.

Agradecemos àqueles que nos ajudaram a produzir este trabalho, nos fornecendo suas imagens.

Paraty é um município localizado no extremo sul do estado do Rio de Janeiro, faz divisa com o estado de São Paulo, fica à beira mar, na baía da Ilha Grande e nas encostas da Serra do Mar.

Seu processo civilizatório surgiu no início do século XVI, quando portugueses vindos da capitania de São Vicente se instalaram na região, o local se tornou rota obrigatória para aqueles que seguiam para as Minas Gerais, a procura de ouro.

Nos primeiros séculos de sua história, Paraty teve uma grande importância no cenário histórico econômico brasileiro, funcionava como entreposto comercial regional, no escoamento do ouro que vinha de Minas, na entrada de mercadorias e escravos. Durante o ciclo do ouro o povoado se consolidou na região, às margens norte do Rio Perequê-Açu, e a conformação da arquitetura colonial passou a integrar a paisagem local, até os dias de hoje.

A arquitetura predominante na cidade é característica da segunda metade do século XVIII, colonial,  apresentando fortes indícios da presença maçônica na construção dos edifícios, com sua simbologia própria, nas cores azuis brancas e vermelhas das fachadas das residências e armazéns. A maior parte dos edifícios que datam desta época foram construídos em espessas paredes de taipa de pilão e robustos pilares de pedras. O traçado viário urbano revela um xadrez onde, sete ruas correm do nascente para o poente e seis ruas correm do norte para o sul. O calçamento das ruas é toda feita por  pedras “pés-de-moleque, por onde, eventualmente, as águas das altas marés invadem naturalmente a cidade.

Na segunda metade do século XVIII, uma nova estrada que ligava o Rio de Janeiro às Minas Gerais foi aberta, este novo caminho excluía Paraty de seu percurso, fazendo com que a cidade passasse por um grande declínio econômico. No século XIV, durante o ciclo do café, Paraty novamente passa a ser um importante porto, que escoava todo o café do Vale do Paraíba. Ao fim do ciclo do café, a cidade perde importância econômica novamente e surge seu segundo declínio. Acredita-se que essas fases de declínio econômico da cidade tenham garantido sua preservação ao longo dos anos, transformando-a num importante registro da História do nosso país.

Paraty foi anexada à Capitania do Rio de Janeiro, em 1827, e elevada à categoria de vila em 1836. Em 1853, o distrito de São João Batista de Mamanguá passou a denominar-se Paraty Mirim e foi elevado à cidade com a denominação de Paraty, em 1844.

Aproveitem!

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